A carta à igreja de Filadélfia começa com uma saudação da parte de Cristo. A saudação foi destinada “ao anjo da igreja”, que era o líder e representante local daquela comunidade cristã (cf. Apocalipse 1:20).Em seguida, Cristo se identificou como “o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha e ninguém abrirá” (Apoc 3:7).
Elogio
à igreja de Filadélfia Após informar que as
questões da salvação são deliberadas por Aquele que é inteiramente santo e
verdadeiro, a carta à igreja de Filadélfia mostra que Cristo está pessoalmente
atento ao seu povo. Por isso, na carta, Ele próprio disse: “Conheço as tuas obras — eis que tenho posto diante de ti uma
porta aberta, a qual ninguém pode fechar — que tens pouca força, entretanto,
guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome” (Apocalipse
3:8). A igreja de Filadélfia era pequena em número e tinha pouca força,
mas suas obras eram conhecidas pelo Senhor. Deus havia colocado diante daquela
igreja uma “porta aberta”. A cidade de
Filadélfia ficava às margens de uma importante rota comercial que ligava o
Ocidente e o Oriente. Então a igreja de Filadélfia não desperdiçou
essa maravilhosa porta aberta, e como uma verdadeira igreja missionária,
pregou Evangelho com firmeza e fidelidade. a igreja de Filadélfia não
negou o nome de Cristo e guardou a sua palavra.
A perseguição à igreja de
Filadélfia A carta à igreja de Filadélfia tinha
como pano de fundo o ambiente adverso que os crentes daquela cidade tinham de
enfrentar. Os membros da assembleia judaica em Filadélfia se
orgulhavam de ser o povo eleito de Deus, mas na carta o Senhor disse que, na
verdade, eles eram mentirosos e que aquela assembleia era uma sinagoga de
Satanás, pois servia como instrumento nas mãos do inimigo para destruir a obra
do Senhor. Jesus Cristo ainda disse que haveria de fazer com que os opositores
reconhecessem que aquela igreja era mesmo o objeto do seu amor divino. Diante
desse cenário, Cristo também garantiu que assim como a igreja de Filadélfia
tinha guardado a palavra de sua perseverança, Ele também guardaria aquela
igreja da hora da provação que haveria de vir sobre o mundo (Apocalipse
3:10).Na oração sacerdotal de Jesus pedindo que o Pai não retirasse seus
seguidores do mundo, mas que os livrasse do mal (João 17:15). Então a
declaração: “eu te guardarei da hora da provação” não
implica na ideia de “retirada da provação”, mas de “preservação na provação”.
Cristo não estava dizendo que haveria de livrar os crentes de passar pela
provação, mas que Ele haveria de livrá-los através da provação.
Exortação
à igreja de Filadélfia À luz de toda essa verdade sobre a preservação
divina, Cristo informou aos crentes de Filadélfia que Ele não demoraria a
voltar, e deixou a importante exortação: “Conserva o que tens, para que
ninguém tome a tua coroa” (Apoc 3:11). O mesmo
Senhor que disse: “eu te guardarei”, também
recomendou: “conserve o que tens”. Jesus
Cristo diz que aqueles crentes já possuíam a coroa de um vencedor; ou seja, a
exortação não dizia para eles conquistarem a coroa, mas para simplesmente
cuidarem apropriadamente da coroa que eles já eram possuidores. A instrução era
para que os crentes de Filadélfia continuassem sendo fieis, e para tanto, eles
podiam contar com o cuidado pessoal do Senhor que haveria de mantê-los firmes
sejam quais fosse as circunstâncias (1Corínt1:8).
Promessa à igreja de Filadélfia A carta à igreja
de Filadélfia termina trazendo a promessa de recompensas gloriosas aos
vencedores. Em primeiro lugar, Cristo prometeu fazer do vencedor “coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá” (Apocalipse
3:12). A promessa de que os crentes fieis de Filadélfia receberiam um novo
nome, realmente era muito significativa. uma indicação de que eles pertenciam a
Deus, à Nova Jerusalém, e a Cristo.
Pra* Silvia
Marques
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